Festas Solenes:

Os hebreus celebravam várias festas sagradas no decorrer do ano às quais denominam “santas convocações” (literalmente: ”os tempos fixados de reunir-se”). A maioria relacionava-se com as atividades agrícolas e com os acontecimentos históricos da nação hebraica.

Ofereciam-se sacrifícios especiais segundo o caráter da festa e se tocavam trombetas enquanto eram apresentados os sacrifícios de holocausto e de paz (Nm 28; 29).

Propósito das festas solenes (Lv 23.1-44).

  1. Davam oportunidades de refletir sobre a bondade de O povo de Israel se lembrava de que Deus lhes provia continuamente o seu sustento e tinha também a oportunidade de devolver ao Deus provedor uma parte do que haviam recebido (Êx 23.14-19; Fp 4.19).
  2. Que os israelitas tivessem sempre presente que eram o povo santo de Deus. A palavra “santo” encontra-se dez vezes em Levítico capítulo 23, e a palavra “sete” também se destacam que significa “totalidade, culminação ou perfeição” (Lv 23; 1 Pe 1.15,16).

 Significado das festas solenes (Lv 23.3).

  1. O Dia de descanso: O dia de repouso era a primeira festa do calendário sagrado. Lembravam seu Criador e o fato de que Ele descansou de sua obra criadora no sétimo dia. Jesus Cristo é o nosso “eterno descanso”, pois Ele é Senhor do “shabat” – sábado (M 12.8).
  2. A Páscoa e os pães asmos: Celebrava-se a saída do Egito e a redenção efetuada com o cordeiro pascoal, portanto se considerava uma das festas mais importantes. Durante os sete dias não se permitia de maneira alguma, que tivessem em casa pão levedado, indicando que a nação redimida não devia viver em pecado.

Simbolizando também que Jesus é a nossa páscoa, que foi sacrificado por todos nós (1 Co 5.7).

  1. A festa das semanas ou Pentecostes: Palavra grega que significa “qüinquagésimo”, pois caia sete semanas ou cinqüenta dias depois da Páscoa. Marcava o fim da colheita do trigo e se oferecia para Deus, as primícias do sustento básico do povo (At 2.1-4).

O Espírito Santo foi derramado sobre quase cento e vinte discípulos na festa de Pentecoste. O resultado foi que quase três mil pessoas se converteram. Eram as primícias de uma grande  colheita de almas (At 1.15; 2.41).

  1. A festa das Trombetas: O tocar das trombetas proclamava o começo de cada mês. Ofereciam sacrifícios e não se permitia trabalho servil algum. Era celebrado com muita alegria e grande festividade, marcando o fim da estação da colheita e o primeiro dia do ano novo do calendário civil.

Para nós, as trombetas anunciam a segunda vinda de Jesus Cristo e o começo da festa perpétua dos redimidos é o final da grande colheita de almas (1 Co 15.52).

  1. O Dia da Expiação: Era o dia mais importante do calendário judeu. Chamava-se yoma, “o dia”. Era a coroa o ponto culminante de todo o sistema de sacrifícios. Arão fazia expiação por seus próprios pecados e pelos dos outros sacerdotes e pelos pecados do povo.

Entrava no Santo dos Santos com sangue, para fazer expiação no propiciatório da Arca da Aliança. Jesus Cristo nosso Sumo Sacerdote, por um único sacrifício, entrou uma vez para sempre no lugar Santíssimo (o Céu), levando o seu próprio sangue remidor e purificador. Ele tem um sacerdócio eterno e glorioso e sempre intercede pelos seus redimidos (Hb 7.24,25).

  1. A festa dos Tabernáculos: Era a última do ano e durava, oito dias. Comemorava-se o fim da época da colheita e também a peregrinação no deserto. Lembravam que haviam sido estrangeiros e peregrinos na terra e que o Senhor os havia sustentado e guiado milagrosamente.

Esta festa ensina-nos a regozijarmo-nos no Senhor lembrando-nos sempre da bondade e do amor de Deus que nos ajuda e nos fortalece em nossa peregrinação no “deserto” desta terra (Ap 7.9,10).

Pastor Antonio Romero Filho

Deixe uma resposta

Assine a nossa newsletter

%d blogueiros gostam disto: