26 de setembro de 2022

Muitas igrejas do presente século consideram que a cruz de Cristo já passou de moda. Para eles nem sequer existe mais. Agora, o que existe é uma nova cruz com uma nova filosofia de vida em virtude das fortes influências do iluminismo e da teologia liberal.

Embora seja parecida com a de Cristo, a nova cruz foi ajustada pelo homem de acordo com a sua própria necessidade, tornando-a mais cômoda, leve, atraente e agradável. É uma cruz que implica em um evangelho triunfalista e pragmático, que descarta qualquer possibilidade de auto renúncia, humildade e solidariedade.
 
Não obstante, o neopentecostalismo é o principal movimento que carrega a nova cruz. Trata-se de uma cruz deteriorada, que não condiz absolutamente em nada com a de Jesus. Para os seus adeptos, essa cruz é um mero símbolo de prosperidade e saúde. Ela não implica mais em auto renúncia, pelo contrário, ela implica na própria deificação humana.
 
Haja visto que alguns de seus pregadores além de enfatizarem o antropocentrismo, chegam ao ponto de afirmar que os homens devem ser vistos como deuses. Como afirma o teólogo da prosperidade Kenneth Copeland: “você não tem Deus morando dentro de você, você é Deus”.
 
No tocante a liturgia dessas igrejas apresentamos oito características pertinentes a tal modalidade:
 
Primeiro, percebe-se que a mensagem do evangelho é completamente sensacionalista, “subvertida por alegações bizarras e anúncios exagerados de intervenção sobrenatural”.
 
Segundo, os cultos não focalizam a pessoa de Cristo, mas à pessoa que realiza as curas e que faz as promessas atraindo a atenção de todos para ela, e não para Cristo.
 
Terceiro, os pregadores dão demasiada ênfase às enfermidades e alegam que todas provêm de espíritos malignos, manipulando psicologicamente seus ouvintes.
 
Quarto, os pregadores manipulam a massa ao insinuarem que são profetas de Deus, mas na verdade seus frutos contradizem tais afirmações, pois o alvo é explorar o povo na área financeira.
 
Quinto, assemelham a fé a uma força com a qual os crentes podem mover Deus para realizar o que desejam, como se o Todo Poderoso fosse um “garçom servindo em um restaurante e atendendo todos os pedidos”.
 
Sexto, demonstram excessiva preocupação com Satanás e os demônios, isto é, falam mais deles,  do que de  Jesus Cristo.
 
Sétimo, jamais conduzem o pecador à salvação em Cristo Jesus e não se preocupam nem um pouco à respeito da alma e do destino eterno de cada um de seus membros.
 
Oitavo, são estimulados e incitados a buscarem mais a prosperidade terrena, que as riquezas do Reino de Deus, isto é, estão mais preocupados com as bênçãos do que com o Doador delas.
 
Enfim, o vertiginoso crescimento do neopentecostalismo tem dado à luz a milhares de pessoas vazias, escravas de si mesmas que, para não serem constrangidas e confrontadas com a cruz de Cristo, inventaram um nova cruz, a deteriorada, que não é a Cruz de Cristo, para se beneficiarem e massagearem seus egos.
 
Eles são inimigos da Cruz de Cristo, nunca aceitaram a verdadeira cruz, não suportaram carregá-la, e acerca deles Paulo já mencionava em Filipenses 3.18:
 
“Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo.
 
O fim deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles é para confusão deles mesmos, que só pensam nas coisas terrenas”.
 
Prezado leitor, qual é a sua cruz? É a cruz de Cristo, ponte para o céu, ou a cruz deteriorada que é ponte para o inferno?
 
Pr. Antonio Romero Filho   
 
Adaptado da monografia do Pr/Missionário  Davi Andrei Romero

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